ACT na prática: da vida real à prática clínica
A Terapia de Aceitação e Compromisso está presente tanto na forma como conduzo a psicoterapia com minhas pacientes, quanto nos espaços que construo para psicólogas que desejam aprofundar seus estudos e sua prática clínica.
A ACT parte de uma compreensão profundamente humana: pensamentos, emoções e experiências difíceis fazem parte da vida, mas não precisam determinar sozinhos a direção das nossas escolhas.
Na prática, essa abordagem ajuda a desenvolver mais flexibilidade diante do que sentimos, reconhecer aquilo que realmente importa e construir ações mais alinhadas com nossos valores.
Esse olhar atravessa meu trabalho com pacientes e também minha atuação com psicólogas que desejam estudar, compreender e aplicar a ACT com mais profundidade.
ACT na terapia: aprender a se relacionar de outra forma com aquilo que você sente.
A ACT não parte da ideia de que precisamos eliminar tudo o que é difícil para viver melhor. Ansiedade, medo, tristeza, insegurança e autocrítica fazem parte da experiência humana.
Na terapia, o trabalho envolve aprender a perceber essas experiências sem deixar que elas ocupem o lugar de comando das suas escolhas.
Aceitar não significa gostar, concordar ou desistir. Significa reconhecer o que está presente para poder agir com mais consciência, em vez de viver em uma luta constante contra aquilo que sente.
Ao longo do processo, também olhamos para os seus valores: aquilo que realmente importa, que tipo de pessoa você deseja ser, que relações quer cultivar e quais escolhas te aproximam da vida que deseja construir.
Grupo de estudos em ACT
O ACT na Prática é um grupo de estudos em Terapia de Aceitação e Compromisso voltado para psicólogas que desejam ir além de uma compreensão apenas teórica da abordagem e desenvolver mais segurança para utilizá-la na clínica.
Ao longo de 8 encontros quinzenais, online e ao vivo, percorremos desde os fundamentos da ACT e o modelo de flexibilidade psicológica até temas diretamente ligados à prática clínica, como formulação de caso, valores e ação comprometida, aceitação, desfusão cognitiva, mindfulness, metáforas, exercícios experienciais e escolha de intervenções de acordo com cada caso.
Os encontros também incluem exercícios práticos, discussões clínicas e momentos de troca, criando um espaço para compreender não apenas o que é a ACT, mas como pensar e atuar a partir dela diante das situações que aparecem no consultório.
As aulas ficam gravadas e disponíveis junto aos materiais de apoio, e as participantes recebem certificado ao final da jornada.
Supervisão clínica: pensar a ACT a partir dos casos reais.
Quem atende sabe que alguns casos continuam com a gente mesmo depois que a sessão termina. Às vezes surge uma dúvida sobre o caminho que estamos seguindo, uma intervenção que não funcionou como esperávamos ou aquela sensação de que existe algo importante acontecendo no processo, mas ainda não conseguimos organizar exatamente o quê.
É nesse lugar que a supervisão clínica se torna tão importante.
Na supervisão em ACT, olhamos juntas para os casos que fazem parte da sua prática: o que está acontecendo naquele processo, quais padrões aparecem, como compreender o caso a partir da abordagem e quais caminhos clínicos podem fazer sentido para aquela paciente.
Também é um espaço para conversar sobre dúvidas que fazem parte do consultório de verdade: como formular um caso, quando intervir, como trabalhar valores, esquiva, desfusão e outros processos da ACT sem transformar a sessão em uma sequência de técnicas.
Ter outro olhar sobre um caso muitas vezes ajuda a enxergar coisas que, quando estamos tão próximas do processo, ficam difíceis de perceber. E isso vai construindo, aos poucos, mais repertório, raciocínio clínico e segurança para sustentar as próprias decisões no consultório.